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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Jorge Camargo em Teresina


Depois de muitos anos de Ministério e nunca ter vindo a Teresina, aqui está Jorge Camargo, expoente da boa música cristã. Dentre muitas verdades ele disse: "Precisamos de mais imaginação nas canções cristãs em nossos dias. Mais metáforas mesmo. Eu disse imaginação e não viagens! Tem muita gente viajando ai na música cristã".
Este vídeo foi gravado no dia 18 de junho no Palácio da Música aqui em Teresina, capital verde do meu querido Piauí.
Espero que gostem. Um grande abraço a todos.

EU FUI TRAÍDA

Lí esta matéria e achei interessante compartilhar com vocês, tendo em vista que este drama acontece com inúmeros cristãos em nossos dias. Leiam e tirem suas conclusões. Que tal deixar um comentário aqui no blog? Um grande abraço, boa leitura e um dia feliz na graça de nosso Deus.

Clique no link abaixo e leia a matéria.

http://vigiai.net/news.php?readmore=462

quinta-feira, 23 de junho de 2011

NA DIREITA DE DEUS: O BOM PASTOR


Na direita de Deus.
Há muito temos ouvido que somos bem diferentes do que pregamos em nossos cultos e atividades eclesiásticas. Lembro-me agora de Mahatma Gandhi, um dos mais respeitados líderes da história moderna. Apesar de hindu, admirava Jesus Cristo e freqüentemente citava frases do Sermão do Monte. Certa vez o missionário E. Stanley Jones encontrou-se com ele na Índia, e perguntou: Senhor Gandhi, apesar do senhor sempre citar as palavras do Cristo, por que é tão inflexível e sempre rejeita tornar-se seu seguidor? Ao que Gandhi respondeu: Ó! Eu não rejeito seu Cristo. Eu amo seu Cristo. Apenas creio que muitos de vocês cristãos são bem diferentes do vosso Cristo. Conta-se que quando ele era um jovem advogado estava atraído pela fé cristã; tinha estudado a Bíblia e os ensinamentos de Jesus. Estava explorando seriamente a possibilidade de tornar-se um cristão, quando decidiu assistir um culto em uma igreja local. Mas, assim que subiu os degraus, o ancião da igreja, um sul-africano branco, barrou seu caminho na porta e indagou: Aonde você pensa que vai, kaffir[1]? Gandhi replicou: Eu gostaria de assistir o culto, aqui. Mas o ancião rosnou: Não existe lugar para kaffirs nesta igreja. Fora daqui ou eu chamarei meus assistentes para atirá-lo escada a baixo. Este fato foi a razão pela qual Gandhi passou a rejeitar o cristianismo. Conheço o Deus dos cristãos, e ele é muito bom mesmo, mas não conheço os cristãos desse Deus.
Algo parecido ocorreu no dia de hoje, 23 de junho de 2011 com um irmão meu, músico de uma banda convidada para um evento promovido por uma congregação da Assembleia de Deus. Ele muito cedo acordou, uma vez que o evento ocorreria na parte manhã, tomou sem banho, arrumou-se e de pronto o acompanhei levando-o no meu carro. Quando lá chegamos, adentramos ao local do evento, uma escola pública municipal de nossa cidade. Meu irmão confirmou a afinação de seu instrumento (ele toca contrabaixo) e, de repente, alguém chegou avisando que ele não poderia subir ao “altar” para tocar porque estava de bermuda (na verdade ele estava de bermudão), uma vez que verdadeiro crente não usa bermuda. Ao sermos avisados de tal decisão, não tivemos outra escolha a não ser sairmos daquele local, uma vez que causávamos constrangimentos (ou estarmos constrangidos com aquela decisão da liderança daquele evento).
Que tristeza, num dia em que estaríamos todos “juntos” na tarde daquele mesmo dia na Marcha pra Jesus, e de manhã ainda percebermos atitudes tão distantes do amor ao próximo.  Como é triste ainda vermos líderes rasgando textos da Bíblia Sagrada, tais como: I João 3: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.” Lembro, também, a grande recomendação registrada pelo apóstolo do amor: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (João 13:35). Paulo em Romanos 13.10 lembra que: “o amor não faz mal ao próximo. De modo que o amor é o cumprimento da lei”. “Portanto, quem ama deseja o melhor para o próximo”. “Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos”. Romanos 15:1. Devemos, na orientação bíblica: “com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportar uns aos outros em amor”. Efésios 4.2.
Pergunto a você, querido pastor, que impediu aquele moço, de uma outra denominação religiosa, de subir no “altar” para tocar; que altar? O da intransigência? O da discriminação? O do desamor? O do preconceito? Como devemos tratar um visitante, um convidado em nossa casa? Se ele cometer uma gafe, devemos puni-lo? Discriminá-lo? Não alimentá-lo? Não lhe dar de beber? Expulsá-lo? Vamos lembrar algo:
“E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória. E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me. Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber. Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes. Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos? Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna”.

Que estejamos, queridos leitores, na direita de Deus, como ovelhas que ouvem a voz do seu bom pastor.
Rawl Ferreira de Abreu e Silva[2]


[1] Tratamento pejorativo dado pelos brancos, no regime do apartheid, aos negros e estrangeiros na África do Sul. No meio muçulmano, kaffir tem o significado de "infiel".
[2] Bacharel em Teologia (STBT). Licenciado em Pedagogia (UESPI). Licenciando em Inglês (UFPI). Pós graduado em Supervisão Educacional. Professor substituto da UESPI. Professor público municipal.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Manifesto à Nação Brasileira

Um dos papeis da Igreja na sociedade é ser uma consciência profética capaz de ajudar a cada ser humano (entendido como um indivíduo livre e competente diante de Deus e dos homens, vivendo em uma sociedade pluralista) a discernir valores essenciais que norteiam os relacionamentos em todas as suas dimensões.
É nesse contexto que os batistas – integrantes de uma denominação cristã que, ao longo de toda a sua história, defende a liberdade religiosa, de consciência e de expressão – se manifestam para alertar sobre os perigos que a sociedade brasileira corre diante das novas conjunturas sociais aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que estão sendo propaladas por leis que tramitam no Congresso Nacional e por ações promovidas pelo Executivo.
Assim, alertamos para o perigo:

• De construir uma sociedade em que a legalidade pode ser estabelecida pelos interesses políticos e inclinações pessoais, como ocorreu no caso da releitura contraditória feita pelo STF do artigo 226 da Constituição Federal. O artigo diz:

“Art 226 - A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
(...)
§3o – Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
§4o – Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
§5o – Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.

Quando uma casa que tem como principal missão defender a Constituição a rasga, corremos o perigo de viver um Estado jurídico de exceção, ao qual a nação brasileira não deseja retroceder.

• De destruir o conceito de família (que não é só cristão, mas universal e multicultural) para reconstruí-lo sob a égide somente da afetividade e não em toda a dimensão de suas funcionalidades como base da sociedade.
• De criar uma sociedade em que os valores essenciais são relativizados, pois onde tudo é relativo nada sobra para apoiar os alicerces do nosso futuro.
• De viver em uma sociedade que abandona os valores divinos revelados nas Escrituras Sagradas, pois a História, desde os tempos bíblicos, têm demonstrado que sociedades que abandonaram os valores mais elementares implodiram por perderem os seus pilares sustentadores – ainda que tenham sido, em algum momento, grandes potências no contexto universal.

Tais atitudes nada mais são do que a iniqüidade institucionalizada. Assim, conclamamos a sociedade brasileira a continuar mostrando que existem opiniões divergentes. Sem discriminação e com respeito a cada indivíduo, tais manifestações visam a defesa de valores pessoais e sociais, com integridade. Somente quando todos os segmentos da sociedade se expressam é que as forças políticas de nossa nação se sensibilizam para obviedade dos valores essenciais, como no caso recente da decisão de nossa presidente, Dilma Rousseff, ao impedir a distribuição do chamado “kit contra a homofobia ” nas escolas públicas.

Curitiba, 27 de maio de 2011

Pr. Paschoal Piragine Jr.
Presidente da Convenção Batista Brasileira.
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